Propostas

O que defendo

Organizei as bandeiras em quatro frentes que, juntas, formam um só projeto de país visto a partir do Paraná. São frentes diferentes de uma mesma convicção: o Estado existe para proteger quem mais precisa, com técnica e seriedade.

Esta frente parte de uma convicção simples: o Estado brasileiro trata o cuidado como assunto privado, resolvido dentro de cada casa, quase sempre nos ombros de uma mulher. Isso aparece na falta de creches, na fila de diagnóstico de uma criança atípica e na ausência de espaços voltados ao idoso. É o mesmo problema em pontas diferentes da vida: quem cuida também precisa ser cuidado, e quem precisa de cuidado não pode depender da sorte de ter uma família com condições de arcar sozinha com isso.

A Lei 15.069/2024, que instituiu a Política Nacional de Cuidados, reconhece esse direito ao cuidado e ao autocuidado e determina que a responsabilidade seja compartilhada entre Estado, famílias, setor privado e sociedade civil. É a partir desse marco, ainda incompleto, proponho avançar.

“Inclusão não pode significar deixar uma família sem opção”

A ADI 7.796, em análise pelo Plenário do STF, questiona as leis estaduais que dão suporte público a entidades de educação especial, como as APAEs. A discussão não deveria ser lida como uma disputa entre rede regular e instituição especializada: são caminhos que precisam coexistir, porque a necessidade de cada família é diferente. Há também, na Câmara, proposta para reconhecer e fortalecer as parcerias do poder público com entidades sem fins lucrativos que prestam atendimento especializado a pessoas com deficiência.

Minha proposta: Defender legislação que assegure a possibilidade de parcerias entre o poder público e entidades especializadas sem fins lucrativos, garantindo atendimento educacional especializado a quem dele necessita, sem que isso signifique abandonar o investimento na inclusão na rede regular.

O Decreto nº 12.686/2025 já regulamenta o profissional de apoio escolar, exigindo formação mínima de nível médio e 180 horas de formação continuada, com colaboração da União. Mas regulamentar no papel não é o mesmo que cumprir na prática: redes de ensino seguem substituindo esse profissional por soluções precárias, sem atribuições claras nem integração ao planejamento pedagógico individualizado do estudante. Há também o PL 4.521/2025, que trata especificamente da contratação desses profissionais.

Minha proposta: Estabelecer parâmetros nacionais mais claros para formação e atuação do profissional de apoio escolar, garantir formação continuada financiada ou apoiada pela União, impedir que redes substituam esse profissional por soluções improvisadas, e integrá-lo ao planejamento pedagógico individualizado (PEI) de cada estudante.

Hoje, uma família com uma criança atípica precisa percorrer cinco lugares diferentes para conseguir diagnóstico, terapias, orientação educacional e acompanhamento social, entre SUS, escola e assistência social, sem que essas portas conversem entre si. O próprio Ministério da Saúde reconhece que esse atendimento exige articulação entre profissionais de saúde, famílias e escolas, mas essa articulação raramente acontece na ponta.

Minha proposta: Defender a criação de Centros Integrados de Desenvolvimento e Inclusão, unindo avaliação multiprofissional, reabilitação e terapias (saúde); orientação a escolas, apoio a professores e tecnologia assistiva (educação); e orientação sobre direitos, apoio psicológico e encaminhamento a benefícios (assistência à família), para que nenhuma família precise recomeçar do zero em cada porta que bate.

“Quem cuida também precisa ser cuidado”

Existem hoje pelo menos três projetos de lei tramitando no Congresso voltados a essa pauta: o PL 1.018/2025, que cria a Casa da Mãe Atípica (acolhimento e suporte emocional), já com parecer favorável na Câmara; o PL 1.520/2025, que institui o Auxílio Mãe Atípica (apoio financeiro e psicossocial), aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e o mais recente PL 3.510/2026, que altera a Política Nacional de Cuidados e a Lei Brasileira de Inclusão para criar medidas de apoio a mães atípicas e cuidadores familiares.

Minha proposta: Acompanhar e fortalecer a tramitação da Casa da Mãe Atípica e do Auxílio Mãe Atípica, e defender uma rede nacional de apoio às famílias atípicas que combine atenção à saúde mental, descanso do cuidador, orientação, assistência social e autonomia econômica para mães e cuidadores, incluindo qualificação profissional, trabalho flexível e crédito orientado para quem precisou deixar o mercado de trabalho por falta de rede de apoio.

“Nenhuma mãe deveria lutar sozinha”

A ausência de políticas efetivas de apoio à amamentação no ambiente de trabalho e escolar, somada à fragilidade das leis contra o abandono parental, deixa muitas mães sem rede de proteção justamente no momento de maior vulnerabilidade.

Minha proposta: Defender políticas públicas de incentivo à amamentação no ambiente de trabalho e escolar, e o endurecimento de leis contra o abandono parental, reconhecendo que a violência do abandono também atinge diretamente a criança.

Entendemos que políticas de prevenção à violência de gênero devem ser fomentadas já nos anos iniciais da educação infantil, com campanhas massivas nas esolas, porque a prevenção eficaz começa muito antes da vida adulta.

Minha proposta: Defender leis mais rígidas contra agressores, fomento à prevenção da violência de gênero desde a educação infantil, e políticas de geração de renda que permitam a mulheres em situação de abuso efetivamente sair dessa condição sem depender financeiramente de quem as agride.

Em 2025, os brasileiros gastaram cerca de R$ 30 bilhões por mês com apostas e somente em janeiro de 2025 cerca de R$ 3,7 bilhões saíram das contas de beneficiários do Bolsa Família diretamente para empresas de apostas. A publicidade agressiva das bets, segundo debate já em curso no Senado (PL 3.563/2024), tem papel central na captura de novos apostadores, incluindo crianças e adolescentes. Levantamento recente mostra que o número de projetos sobre bets no Congresso saltou de 18 em 2023 para 117 em 2025, mas apenas 6% deles priorizam a prevenção, a maior parte trata de arrecadação.

Minha proposta: Apoiar a regulação da publicidade de apostas online com regras equivalentes às aplicadas à publicidade de cigarros, incluindo restrição a patrocínios esportivos e proteção específica a crianças, adolescentes e beneficiários de programas sociais.

A desigualdade salarial entre homens e mulheres segue estrutural no Brasil, e mulheres com melhores salários significam, na prática, mais qualidade de vida para seus filhos. A discriminação na contratação de mulheres que são mães segue sendo uma barreira concreta de entrada e permanência no mercado de trabalho.

Minha proposta: Lutar contra a desigualdade salarial e a discriminação na contratação de mulheres-mães, incentivar a presença de mulheres em cargos de decisão, e defender mais representatividade política feminina nas casas legislativas.

O Brasil vive um cenário alarmante: a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos recebeu mais de 657 mil denúncias de violação de direitos de idosos em 2024, um crescimento de 22,6% em relação a 2023, e o ritmo seguiu subindo em 2025. Um levantamento da UFF contabilizou mais de 180 mil denúncias de violência contra idosos em 2025, com 55% dos casos tendo filhos ou filhas como autores das agressões. Casos envolvendo idosos de 80 anos ou mais são especialmente subnotificados, por estarem associados a fragilidade física e isolamento social. O Paraná, vale destacar, foi o primeiro estado da América do Sul reconhecido pela OMS como "amigo da pessoa idosa" um reconhecimento que precisa ser sustentado com políticas concretas, e não apenas com o selo.

Minha proposta: Defender a instituição de um formulário e um fluxo prioritário de atendimento a denúncias de violência contra idosos em todos os canais da Ouvidoria Nacional (seguindo o modelo da Portaria nº 938/2025), e fortalecer campanhas nacionais de conscientização voltadas a filhos e cuidadores familiares.

Pesquisas mostram que a sobrecarga de cuidadores familiares de idosos é hoje reconhecida como um problema de saúde pública, agravada pelo envelhecimento acelerado da população brasileira. Em audiência pública no Senado, especialistas apontaram que, apesar da sanção da Política Nacional de Cuidados, ainda faltam medidas práticas: apoio financeiro, oferta de cuidadores remunerados e atenção à saúde mental de quem cuida. Essa sobrecarga recai, majoritariamente, sobre mulheres, segundo o IBGE, elas dedicam o dobro do tempo dos homens a cuidados com outras pessoas.

Minha proposta: Regulamentar e dar efetividade prática à Política Nacional de Cuidados (Lei 15.069/2024) no que se refere ao cuidador de idosos, com apoio financeiro, oferta de cuidadores remunerados capacitados e serviços de respiro (períodos de alívio temporário para que o cuidador familiar possa trabalhar, estudar ou simplesmente descansar).

Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo Pix ou boletos, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões. Outro levantamento indica 28 milhões de casos de fraude via Pix somente em 2025, com pessoas acima de 50 anos representando 53% das vítimas, essa é a faixa etária mais visada por criminosos que hoje usam inteligência artificial e deepfakes para tornar os golpes mais convincentes e personalizados.

Minha proposta: Defender, no âmbito federal, campanhas permanentes de educação digital voltadas a idosos, em parceria com bancos, fintechs e o Banco Central, além de mecanismos de proteção reforçada para transações atípicas em contas de titulares idosos, sem retirar autonomia, mas somando camadas de segurança.

Não existe política social sustentável se o Estado quebrar. Promessas populistas e irresponsáveis geram inflação, e a inflação é o pior imposto que existe para quem ganha menos. Ao mesmo tempo, responsabilidade fiscal não pode significar abandono das políticas sociais que já funcionam, o desafio é garantir que o dinheiro público chegue à ponta sem ser desviado pela burocracia ou pela corrupção, e que quem cria emprego e renda no dia a dia, o pequeno empreendedor, tenha o Estado como parceiro, não como obstáculo.

O Paraná é hoje um dos estados mais dinâmicos do país em abertura de negócios: em 2025, ultrapassou 1,8 milhão de empresas ativas, com os microempreendedores individuais (MEI). Ainda assim, o MEI segue enfrentando entraves de acesso a crédito, pendências burocráticas recorrentes e pouca orientação contábil. O maior obstáculo hoje é o teto de faturamento defasado. Existe hoje no Congresso Nacional propostas (como o PLP 186/26) que discutem o reajuste desse limite de faturamento e a permissão para contratação de até dois empregados.

Minha proposta: Apoiar o aumento do teto de faturamento anual do MEI e a flexibilização para a contratação de mais funcionários. Além disso, defender a desburocratização em nível federal, ampliar o acesso a crédito orientado com juros compatíveis com a realidade de quem empreende, e incentivar programas de qualificação e assessoria contábil gratuita para microempreendedores.

O Brasil perde bilhões de reais anualmente para a corrupção e a má gestão pública. No último Índice de Percepção da Corrupção (IPC), o país ocupou a 104ª posição global. O impacto disso é matemático: recursos desviados significam menos investimento em saúde, educação e segurança pública. O combate a esses desvios se faz com técnica jurídica para fechar as brechas do sistema.

Minha proposta: Usar o conhecimento técnico em direito administrativo para apoiar leis, emendas e mecanismos de controle rigorosos. O foco é tratar como ilegal qualquer benefício concedido a agente público que não tenha amparo legal expresso.

Pesquisas recentes mostram que a maior parte da população não confia plenamente no Judiciário brasileiro, um dado que reflete uma percepção real de insegurança jurídica e de aplicação desigual da lei, sentida por cidadãos comuns e por famílias que já viveram processos conduzidos sem o devido equilíbrio.

Minha proposta: Defender um Judiciário e um Ministério Público justos, técnicos e imparciais, atuando pelo fortalecimento dos mecanismos de controle e correição já existentes.

A Reforma Tributária muda profundamente a forma como os municípios recebem parte da arrecadação. Ao substituir gradualmente critérios ligados à produção econômica por uma distribuição baseada principalmente no destino do consumo, municípios que concentram grandes indústrias e empreendimentos podem perder receita, mesmo continuando a suportar os impactos econômicos, ambientais e de infraestrutura dessas atividades.

Minha proposta: Defender mecanismos permanentes de proteção aos municípios produtores, com critérios de distribuição do IBS que reconheçam a riqueza gerada no território, os impactos da atividade econômica e os custos de infraestrutura suportados pelos municípios, evitando que cidades que produzem riqueza se tornem as grandes perdedoras da Reforma Tributária.

Na política, é comum vermos ótimas propostas que nunca saem do papel ou que, quando aprovadas, não possuem responsabilidade fiscal. Uma lei ou projeto sem fonte de custeio clara não é avanço, é populismo e promessa vazia. Quando o governo cria despesas sem saber como pagar, a conta inevitavelmente chega para o cidadão em forma de inflação e impostos mais altos.

Minha proposta: Meu compromisso é garantir que toda nova política pública que eu apresentar tenha uma fonte de recursos real, viável e transparente. O objetivo é criar leis e avanços sociais que sejam executáveis na prática e sustentáveis a longo prazo, melhorando a vida das pessoas sem se transformar em um peso.

A cultura funciona como ferramenta de saúde mental, de união social e também como setor econômico relevante, gerador de emprego e renda. Tratá-la como gasto supérfluo é desconhecer seu potencial de retorno social e econômico.

Minha proposta: Apoiar o fortalecimento de fomentos federais ao setor cultural local, tratando a arte como investimento em saúde pública e coesão social, e defender que emendas parlamentares impositivas reservem um percentual mínimo obrigatório para investimentos em cultura.

Segurança pública não se resume a mais policiamento ostensivo depende, sobretudo, de capacidade de investigação e de um Estado presente quando o desastre já aconteceu. Esta frente une duas frentes que, à primeira vista, parecem distantes, mas seguem a mesma lógica: o Estado precisa ter estrutura e efetivo para agir a tempo, seja diante de um crime, seja diante de uma enchente.

Hoje, a Polícia Civil opera com apenas 55,2% do efetivo previsto em lei, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No Paraná, o investimento na corporação sequer atinge 1% da receita estadual. Sem contingente e sem tecnologia pericial, inquéritos se acumulam, crimes não são solucionados. Segurança pública eficiente não se faz apenas com policiamento ostensivo, mas com a garantia de que o criminoso será identificado e punido.

Minha proposta: Defender o aumento de repasses federais vinculados à modernização tecnológica, estruturação da polícia científica e recomposição do efetivo das polícias investigativas. Vou atuar para que a elucidação de crimes seja tratada como prioridade.

O crime organizado deixou de depender apenas do tráfico de rua e passou a operar como redes empresariais de alta complexidade, infiltrando bilhões de reais na economia formal por meio da compra de empresas, postos de combustíveis e fraudes em compras públicas. O confronto armado exclusivo nas ruas não desestabiliza a cúpula dessas organizações e coloca a vida do policial em risco.

Minha proposta: Pautar o enfrentamento na investigação. Atuar para integrar órgãos de controle no rastreamento de lavagem de dinheiro e no bloqueio sistêmico do acesso ilegal a armas e munições.

O Paraná enfrenta um ciclo contínuo e previsível de chuvas intensas e municípios em situação de emergência. O Estado hoje gasta mais reconstruindo o que foi destruído do que investindo em prevenção. Já existe, no Congresso, proposta para que emendas parlamentares reservem parte dos recursos aos Fundos Municipais de Proteção e Defesa Civil, e um Programa Nacional de Estruturação e Resiliência das Defesas Civis Municipais.

Minha proposta: Apoiar os projetos no Congresso que garantem o envio de emendas parlamentares para a Defesa Civil e fomentar o investimento em prevenção.

O roubo e o furto de celulares no Brasil deixaram de ser crimes de oportunidade para se consolidarem como a base de uma cadeia econômica criminosa e milionária. Hoje, o aparelho subtraído nas ruas alimenta um mercado paralelo de peças e funciona como porta de entrada para fraudes bancárias digitais. O cidadão trabalhador perdeu o direito fundamental de circular livremente e usar o transporte público sem o medo constante de ser a próxima vítima. É necessário asfixiar as redes de receptação, quebrar o ciclo de lucro fácil e responsabilizar quem financia esse comércio ilegal de tecnologia.

Minha proposta: Exigir a integração de bancos de dados federais e o uso de tecnologia qualificada para rastreio rápido, bloqueio definitivo de aparelhos e combate direto à receptação de peças roubadas.

A eficácia da segurança pública no Brasil esbarra diretamente no sucateamento e no abandono estrutural das próprias forças policiais. São cobrados resultados de excelência, mas entrega aos profissionais uma rotina de sobrecarga, déficit crônico de efetivo e falta de respaldo institucional. O resultado é um adoecimento crescente: índices alarmantes de suicídio, estresse pós-traumático e depressão atingem agentes de segurança que não encontram suporte psicológico dentro das corporações. Um policial que trabalha sob pressão extrema, sem equipamentos adequados, sem qualificação contínua e com a saúde mental negligenciada não consegue prestar o serviço técnico e preventivo que a sociedade exige. A valorização real se faz com a garantia de dignidade, estrutura de trabalho e amparo técnico para quem está na linha de frente.

Minha proposta: Apoiar políticas de saúde mental, formação técnica contínua, melhores condições de trabalho e o fortalecimento de mecanismos institucionais de supervisão.

A violência de gênero no país opera dentro de um ciclo sistemático e, na esmagadora maioria das vezes, previsível. O feminicídio raramente é um ato isolado, ele é o desfecho letal de uma cadeia de agressões anteriores. Mulheres e meninas ficam desamparadas nas falhas de uma rede de proteção fragmentada, onde a subnotificação prospera pelo medo e a Justiça atua com extrema lentidão. Quando uma vítima consegue pedir socorro, ela frequentemente esbarra na falta de rede de apoio, e também, em medidas protetivas que funcionam apenas no papel, sem fiscalização real. A proteção efetiva exige que o poder público pare de agir apenas de forma reativa e passe a integrar sistemas de inteligência capazes de monitorar agressores e romper definitivamente o ciclo de violência doméstica com ações estruturais rápidas.

Minha proposta: Integrar efetivamente os sistemas de segurança, saúde e assistência social, priorizando a prevenção primária e exigindo o monitoramento rigoroso e imediato das medidas protetivas.

A omissão do Estado perpetua a exclusão e a violência contra grupos marginalizados. Na prática, essa desigualdade estrutural se reflete na população negra enfrentando a seletividade do sistema penal e as maiores taxas de letalidade; na comunidade LGBTQIAPN+ sofrendo com agressões físicas e com a subnotificação de crimes de ódio nas delegacias; e nas pessoas neurodivergentes e PCDs lidando com a total falta de estrutura do poder público para garantir diagnósticos precoces, terapias no SUS e inclusão real nas escolas.

Minha proposta: Apoiar o endurecimento a legislação contra o racismo, a lgbtfobia e o capacitismo, cobrando também a capacitação das forças de segurança para o atendimento humanizado das vítimas. Além de apoiar a criação de redes reais de inclusão no serviço público.

O Paraná tem uma das economias agroindustriais mais relevantes do país e, ao mesmo tempo, biomas sensíveis que exigem fiscalização técnica permanente. Esta frente trata do meio ambiente como parte da mesma lógica de cuidado que atravessa todo este plano: cuidar da terra, aproximar o serviço público de quem vive longe da capital, e reconhecer o bem-estar animal como pauta legítima de política pública.

O monitoramento por satélite já é uma ferramenta consolidada de fiscalização ambiental no Paraná, capaz de identificar desmatamento em áreas a partir de 0,3 hectare. É um modelo que mostra o caminho: tecnologia de geoprocessamento associada a mecanismos de incentivo financeiro para quem preserva, como o pagamento por serviços ambientais a proprietários de reservas particulares. O desafio é sustentar esse padrão de fiscalização de forma permanente e ampliá-lo para o acompanhamento de recursos hídricos e do avanço da fronteira agrícola sobre áreas de proteção.

Minha proposta: Defender o financiamento continuado de tecnologia de geoprocessamento e monitoramento por satélite para fiscalização ambiental nos estados, e apoiar incentivos a produtores rurais que adotam práticas de conservação e recuperação de áreas degradadas.

Municípios do interior paranaense seguem dependendo de deslocamentos longos até a capital ou os grandes polos regionais para acessar serviços públicos básicos, um problema recorrente identificado na consulta popular realizada com municípios de todo o estado.

Minha proposta: Defender a descentralização de serviços públicos federais, com atendimento itinerante e digital para municípios menores, reduzindo a dependência de deslocamento até grandes centros para acessar direitos básicos.

A proteção animal no Brasil ainda é tratada pelo poder público como uma pauta de caridade, quando, na verdade, é uma questão estrutural de saúde pública e equilíbrio ambiental. O Estado historicamente terceiriza a responsabilidade animal para ONGs e protetoras independentes. Essa falha resulta na superlotação das ruas, na proliferação de zoonoses e em um impacto direto na biodiversidade, já que matilhas e animais abandonados em áreas de mata se tornam predadores que ameaçam a fauna silvestre. Paralelamente a isso, o alto custo da medicina veterinária privada pune as famílias de baixa renda. O Estado precisa intervir com infraestrutura real, políticas de castração em massa baseadas em dados e acesso democratizado à saúde animal.

Minha proposta: Defender a implantação de Hospitais Veterinários Públicos, garantindo atendimento de média e alta complexidade para famílias de baixa renda e animais resgatados. Atuarei também para endurecer a legislação contra o abandono e o comércio exploratório de animais.

Em cidades industriais, a qualidade do ar precisa ser acompanhada não apenas pela média anual, mas também pelos episódios de piora e pela exposição da população. Hoje, informações sobre poluentes, fontes de emissão e impactos na saúde ainda são pouco integradas e nem sempre chegam ao cidadão de forma simples. Em Araucária, por exemplo, já existe uma rede de monitoramento, mas é preciso avançar na identificação das fontes, na integração com dados de saúde e na comunicação preventiva.

Minha proposta: Defender uma política nacional de monitoramento e prevenção da qualidade do ar, com ampliação da rede de sensores em territórios de maior exposição, integração de dados ambientais e de saúde e um painel público, simples e atualizado. A população precisa saber como está o ar que respira, quais são as principais fontes de emissão e quais medidas devem ser adotadas em episódios críticos.

Hoje, muitos municípios sofrem com a falta de locais adequados para a prática esportiva, com quadras e ginásios abandonados ou inexistentes. Além disso, os projetos sociais que trabalham com o esporte de base para crianças lutam diariamente para sobreviver sem apoio financeiro. Embora exista a Lei de Incentivo ao Esporte, a burocracia acaba afastando quem mais precisa, impedindo que pequenas entidades consigam acessar os recursos para manter os seus projetos de pé.

Minha proposta: atuar como Deputada Federal em três frentes fundamentais, quais sejam, (a) levar recursos federais diretos para a construção e revitalização das estruturas esportivas dos municípios, como ginásios e quadras poliesportivas, (b) fortalecer e financiar os projetos de esporte de base voltados para as nossas crianças; e (c) facilitar e desburocratizar o acesso de pequenas entidades à Lei de Incentivo ao Esporte, garantindo que o dinheiro chegue aos projetos locais que realmente fazem a diferença na comunidade.